Design instrucional

Como o curso é desenhado — e para quem.

Dois blocos de 100 minutos por encontro, um intervalo real no meio, e espaço para quatro caminhos diferentes dentro da mesma turma.

Estrutura de cada encontro

200 minutos, nunca 25 seguidos do mesmo jeito.

Regra central: nenhuma atividade passiva atravessa 25 minutos contínuos. O encontro alterna previsão, explicação, leitura de evidência, conversa, cálculo e decisão — a mudança não é decorativa, ela distribui a carga entre diferentes formas de atenção ao longo de uma noite inteira de aula.

Os quinze primeiros minutos são a Aposta, e isso está no desenho, não no improviso: quem senta no começo encontra uma pergunta que vale por si, e quem chega no fim desses quinze minutos não perdeu pré-requisito nenhum. O que se ganha vindo cedo é a própria pergunta — não há nota de presença atrelada a ela.

Bloco 1 · 100 min

Construir o mecanismo e aprender a ler a evidência.

  1. 00–15

    Aposta

    uma pergunta autocontida enquanto a turma entra — nada aqui é pré-requisito do resto da noite

  2. 15–25

    Pergunta

    ativar conhecimento prévio e expor o modelo mental de cada um

  3. 25–45

    Mecanismo

    apresentar o mecanismo com checagens frequentes

  4. 45–67

    Evidência

    desmontar coletivamente uma figura ou tabela real

  5. 67–75

    Respiro

    levantar, beber água, descansar os olhos

  6. 75–95

    Oficina I

    usar o modelo com dados, em grupos pequenos

  7. 95–100

    O que mudou

    uma frase sobre o que mudou na sua explicação

20 min

intervalo real

sem avisos longos, sem conteúdo novo

Bloco 2 · 100 min

Confrontar, aplicar, criticar e produzir.

  1. 00–10

    Retomada

    quiz, erro comum ou provocação do bloco anterior — sem repetir o conteúdo

  2. 10–35

    Contraponto

    segundo mecanismo, crítica ou estratégia empírica

  3. 35–60

    Oficina II

    fechar e defender o produto começado na Oficina I

  4. 60–68

    Respiro

    movimento e nova configuração de trabalho

  5. 68–92

    Veredito

    aplicar a síntese a um caso brasileiro ou comparativo, sob restrições reais

  6. 92–100

    Gancho

    entregar o produto e abrir a pergunta do próximo encontro

Todo encontro termina com um produto — figura, memo, parecer, mapa causal, replicação ou decisão. Não existe aula sem algo concreto saindo dela.

O que esperar

Cinco habilidades que atravessam todos os 16 encontros.

O conteúdo de crescimento e desenvolvimento é o veículo. O que fica depois da disciplina é a capacidade de fazer essas cinco coisas — em qualquer assunto, não só em economia. Vale perguntar a si mesmo, a cada encontro: o que estou aprendendo aqui, e por quê?

  1. 01

    Análise de dados

    Manusear bases reais (PWT, WDI, Maddison, RAIS, IBGE) para construir e interpretar medidas — não só ler gráfico pronto.

    Oficina I e II de cada encontro e nos 30% da nota de "entregas em aula".

  2. 02

    Leitura crítica de artigos científicos

    Separar contribuição, identificação, validade e comunicação num paper — e reconhecer o que ele não prova.

    Segmento de "evidência" de cada encontro e no parecer de paper, uma das opções do menu eletivo "tarefas diversas" (15% da nota no conjunto).

  3. 03

    Resiliência a conceitos abstratos

    Modelos formais (Solow, crescimento endógeno, jogos de coordenação) são difíceis por design — o curso trata isso como parte do processo, não como sinal de que algo está errado com você.

    Segmento de "mecanismo", sempre com checagem de entendimento antes de avançar.

  4. 04

    Conexão entre teoria e mundo real

    Todo mecanismo é testado contra um caso — Brasil, país comparado, ou território — antes do encontro terminar.

    Segmentos de "oficina" e "veredito", em todo encontro.

  5. 05

    Metaaprendizado

    Aprender sobre o próprio processo de aprender: o que mudou na sua explicação hoje, e por quê.

    "O que mudou" ao fim do Bloco 1 — um registro curto e recorrente do que você entendia antes e entende agora.

Documentar o próprio raciocínio — por que Solow importa, por que um resultado te convenceu ou não — fixa o conteúdo e dá fluidez pra explicar depois. Isso vale tanto para quem ensina quanto para quem aprende.

Quatro caminhos, uma turma só

Sucesso possível para todos os perfis.

A turma reúne quem mira pós-graduação, quem quer entrar direto no mercado, quem ainda está decidindo, e quem pensa em empreender. O curso não fragmenta a experiência em aulas separadas — cada encontro entrega o núcleo comum e sinaliza onde cada caminho ganha mais.

ANPEC / mestrado

Quem mira pós-graduação em Economia e vai prestar a prova da ANPEC.

  • ·Sinalização explícita de quais tópicos caem na prova
  • ·Questões de provas anteriores como exercício
  • ·Rigor formal nos modelos (Solow, crescimento endógeno) tratado como investimento, não obstáculo

Carreira técnica

Quem quer atuar como analista, consultor ou pesquisador aplicado — no mercado ou no setor público.

  • ·Laboratórios de dados com bases reais (PWT, WDI, RAIS, IBGE)
  • ·Ênfase em replicação e leitura crítica de evidência empírica
  • ·Diagnóstico de crescimento como exercício de análise aplicada transferível

Generalista

Quem quer uma base sólida de economia sem se especializar em um caminho específico ainda.

  • ·Cada encontro é autocontido: pergunta, mecanismo, evidência, veredito
  • ·Conexão constante com o Brasil e casos comparados, não só teoria abstrata
  • ·Nenhum caminho é pré-requisito para acompanhar os demais

Empreendedor / executivo

Quem quer negócios, carreira corporativa, ou entender o cenário macro para decisão empresarial.

  • ·Conexão direta entre crescimento econômico e leitura de mercado
  • ·Estudos de caso de país e território aplicáveis a decisão de negócio
  • ·Diagnóstico de restrições como ferramenta transferível para estratégia

A linguagem visual das aulas — como cada tipo de tela é construído e por quê — está catalogada em padrões visuais.

O papel do docente aqui é de facilitador, não de protagonista — o aluno é quem conduz o próprio processo de crescimento, com rigor técnico sem dureza e espaço seguro para questionar, errar e divergir.